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D&O: quem decide também precisa estar protegido

Existe uma assimetria pouco discutida na vida de quem administra uma empresa. A decisão é tomada em nome da companhia, mas a responsabilidade, em muitos casos, recai sobre a pessoa que assinou.
Sócios, diretores e administradores podem ser responsabilizados pessoalmente por atos de administração — e o patrimônio pessoal entra na conta.
O que é o D&O
D&O é a sigla de Directors and Officers. É o seguro que protege administradores contra reclamações decorrentes das decisões que tomam no exercício da função.
Ele cobre os custos de defesa — que, sozinhos, já costumam ser altíssimos — e eventuais indenizações, dentro dos limites da apólice.
Quando ele entra em cena
Ações movidas por sócios minoritários. Questionamentos de órgãos reguladores. Processos que buscam responsabilizar o administrador. Alegações de má condução em fusões, aquisições ou reestruturações.
Nada disso pressupõe má-fé. Boa parte dessas situações nasce de decisões tomadas de boa-fé que, no retrovisor e com informação que não existia na hora, alguém julga equivocadas.
Empresa familiar também precisa
Existe a ideia de que D&O é assunto de companhia aberta. Não é. Empresas familiares, justamente por concentrarem decisão e patrimônio nas mesmas pessoas, costumam estar mais expostas, não menos.
Somado a uma holding bem estruturada e a um seguro de vida que garanta liquidez na sucessão, o D&O fecha o tripé de proteção de quem lidera: a empresa, a família e quem decide.

